A CADEIRA DO PODER
- 14/06/2026
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Em varias cidades do interior do nosso Brasil, para alguns, a cadeira do poder nunca foi apenas um lugar para sentar e administrar. Tornou-se um instrumento para manter familiares, amigos e bajuladores ao redor, sempre prontos para bater continência e concordar com tudo.
Os caciques políticos, aqueles que se apresentam como líderes indispensáveis, permanecem confortavelmente sentados, dando ordens aos seus seguidores. Estes, por sua vez, ficam de pé, cansados, defendendo interesses que muitas vezes não são os seus, em troca de favores, promessas e migalhas.
Enquanto isso, longe dos holofotes, familiares e pessoas próximas desfrutam dos benefícios do poder, acumulando patrimônio, influência e privilégios. O povo segue aguardando melhorias, enquanto alguns constroem seus “castelos de ouro” protegidos pelas estruturas que deveriam servir a todos.
Quando o poder é tratado como propriedade particular, o mérito perde espaço para a conveniência, e a competência passa a valer menos que a lealdade cega. Quem pensa diferente é visto como inimigo; quem questiona é tratado como ameaça.
A verdadeira liderança não se sustenta na dependência, no medo ou na bajulação. Ela nasce do exemplo, da transparência e do compromisso com o bem comum.
A cadeira do poder é passageira. O que permanece é o legado deixado para as futuras gerações: se foi de desenvolvimento, justiça e oportunidades para todos, ou apenas de privilégios para poucos.






