Quando a juventude pede cuidado
- 04/02/2026
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Em Janduís, a juventude não nasce perdida. Ela nasce cheia de gestos simples, como mãos que preparam o pão, risos que ecoam nos corredores das casas, sonhos guardados em silêncios que poucos escutam. Mas, muitas vezes, cresce sem quem a cuide de verdade.
Cuidar da juventude não é apenas oferecer discursos em datas comemorativas ou fotos em redes sociais. É presença. É olhar atento. É perceber quando um jovem começa a se afastar, quando o sorriso diminui, quando o caminho vai ficando perigoso demais para ser percorrido sozinho.
Há jovens em Janduís que carregam responsabilidades cedo demais. Outros, carregam ausências: de políticas públicas, de oportunidades, de escuta. E quando o poder público se cala, o silêncio vira terreno fértil para escolhas que não deveriam ser a única saída.
Cada vida jovem que se perde não é um número. É uma história interrompida. É uma família marcada. É uma cidade que falhou em proteger o que tinha de mais precioso: seu futuro.
Cuidar da juventude é investir em educação, esporte, cultura, trabalho, saúde mental. É abrir portas antes que o desespero empurre para caminhos sem volta. É entender que prevenir é sempre mais humano do que lamentar.
Janduís precisa decidir se continuará chorando partidas precoces ou se, finalmente, assumirá a responsabilidade de cuidar dos seus jovens enquanto ainda há tempo. Porque juventude não pede luxo. Pede atenção, oportunidade e esperança.
E esperança, quando é cuidada, floresce.
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